Li esse livro
em outubro de 2013. Gostei bastante e não sei por qual motivo não consegui
escrever minha singela impressão pessoal. Hoje, maio de 2014, tanto tempo
depois (não tanto assim, mas minha memória não é lá muito boa, então eu
considero bastante tempo) estou finalmente escrevendo meu relato pessoal.
Tenho que falar
sobre a urgência que senti em ler essa história. Trata-se do relato de Nitta
Sayuri, que ainda não sei se é real ou personagem fictícia. O caso é que essa personagem é
extremamente cativante e seu relato me fisgou de tal forma que me fez devorar
vorazmente esse livro. Logo, fui surpreendida positivamente, pois eu não
esperava que a história fosse me envolver tanto. Principalmente porque eu
acreditava se tratar da história de uma gueixa real e eu ter um certo
preconceito em relação a histórias reais.
Okay, acabo de
checar na internet, Sayuri não existiu de verdade. É meio frustrante saber
disso, mas ao mesmo tempo torna o Arthur Golden mais admirável, por ter conseguido
adentrar num universo, que apensar de fascinante, é um mistério. Eu tinha uma
vaga ideia preconceituosa do que são gueixas, pude reconstruir esse pensamento.
O livro me surpreendeu positivamente.
Sobre o fato de
Sayuri ser fictícia: A princípio achei extraordinário todos os desencontros
(que se provaram na verdade serem encontros) da vida dela e que no fim das
contas [spoiler] deu certo, e ela foi
feliz. [/spoiler] Crer que uma história
como essa, no estilo gata borralheira, é real, soa até ingênuo. Pode até ser.
Okay, é. Daí a frustração de saber que é tudo ficção. Por ser uma história
linda demais pra ser verdade eu realmente gostaria que assim fosse. E apesar dessa
beleza, é bem construída, com o suficiente para encantar uma leitora sonhadora.
Mas devo dizer, precisei refletir um pouco e conversar com Carol para pensar
assim. Logo que terminei de ler esse livro adorei a personagem, mas eu não
conseguia engolir determinados fatos da história que se desencadearam em uma
sincronia tão perfeita (foi quando desconfiei que Nitta não fosse real).
Engraçado eu gostar tanto que os autores imprimam a realidade em seus
personagens e ao mesmo tempo ser fã de fantasia e ter preconceito com
biografias (nunca li uma biografia).
Por fim declaro:
Adorei conhecer o universo das gueixas. Achei magnífico o retrato de toda a
beleza - e da dor que se esconde por trás dela
Nenhum comentário:
Postar um comentário