quinta-feira, 15 de maio de 2014

Memórias de uma Gueixa

 Li esse livro em outubro de 2013. Gostei bastante e não sei por qual motivo não consegui escrever minha singela impressão pessoal. Hoje, maio de 2014, tanto tempo depois (não tanto assim, mas minha memória não é lá muito boa, então eu considero bastante tempo) estou finalmente escrevendo meu relato pessoal.

Tenho que falar sobre a urgência que senti em ler essa história. Trata-se do relato de Nitta Sayuri, que ainda não sei se é real ou personagem fictícia. O caso é que essa personagem é extremamente cativante e seu relato me fisgou de tal forma que me fez devorar vorazmente esse livro. Logo, fui surpreendida positivamente, pois eu não esperava que a história fosse me envolver tanto. Principalmente porque eu acreditava se tratar da história de uma gueixa real e eu ter um certo preconceito em relação a histórias reais.
Okay, acabo de checar na internet, Sayuri não existiu de verdade. É meio frustrante saber disso, mas ao mesmo tempo torna o Arthur Golden mais admirável, por ter conseguido adentrar num universo, que apensar de fascinante, é um mistério. Eu tinha uma vaga ideia preconceituosa do que são gueixas, pude reconstruir esse pensamento. O livro me surpreendeu positivamente.

Sobre o fato de Sayuri ser fictícia: A princípio achei extraordinário todos os desencontros (que se provaram na verdade serem encontros) da vida dela e que no fim das contas [spoiler] deu certo, e ela foi feliz. [/spoiler] Crer que uma história como essa, no estilo gata borralheira, é real, soa até ingênuo. Pode até ser. Okay, é. Daí a frustração de saber que é tudo ficção. Por ser uma história linda demais pra ser verdade eu realmente gostaria que assim fosse. E apesar dessa beleza, é bem construída, com o suficiente para encantar uma leitora sonhadora. Mas devo dizer, precisei refletir um pouco e conversar com Carol para pensar assim. Logo que terminei de ler esse livro adorei a personagem, mas eu não conseguia engolir determinados fatos da história que se desencadearam em uma sincronia tão perfeita (foi quando desconfiei que Nitta não fosse real). Engraçado eu gostar tanto que os autores imprimam a realidade em seus personagens e ao mesmo tempo ser fã de fantasia e ter preconceito com biografias (nunca li uma biografia).


Por fim declaro: Adorei conhecer o universo das gueixas. Achei magnífico o retrato de toda a beleza - e da dor que se esconde por trás dela

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