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| Não encontrei os créditos da imagem, mas não pude deixar de publicá-la porque retratada exatamente o que pensei quando li o poema de Sylvia em Eu Sou o Mensageiro |
Sabendo o pouco que
sei sobre Sylvia, a personagem principal parece ela própria em vários aspectos.
Esther demonstra insegurança, o desânimo e a solidão (apesar de estar cercada de pessoas) típicos de alguém com problemas de depressão.
Lendo A Redoma de Vidro sinto como se
estivesse invandindo os sentimentos mais profundos dela. É bastante
perturbador saber que esse romance foi
escrito dois anos antes da morte da autora.
O romance é sobre a
história de Esther Greenwood, uma garota de 19 anos que se esforçou bastante em
sua vida acadêmica e que agora era aprendiz de uma editora de uma revista
intelectual de moda. Nada foi fácil. Na verdade aquilo era o que ela queria. E
mesmo assim ela se sente insastisfeita por não ter os mesmos anseios que suas
colegas e por não ter coragem de fazer o que deseja, vivendo à sombra de sua
amiga Doreen, a qual ela admira muito pela beleza e personalidade.
"Eu me vi sentada na bifurcação dos galhos desta figueira, morrendo de fome, só porque eu não conseguia me decidir de qual figo escolher. Eu queria cada um deles, mas escolher um significaria perder todo o resto, e, enquanto eu estava sentada ali, incapaz de me decidir, os figos começaram a se enrugar e ficarem pretos, e, um por um, eles caíram ao chão, aos meus pés."
E busca desculpas
para ser infeliz. Como o modo que se afastou de Buddy por um motivo sem
sentido. Como ela sempre faz. Como eu sempre faço. Me assusta ser tão parecida
com Esther. Assusta mesmo. O livro parece ter sido feito pra mim. Conforta perceber nos comentários de outros leitores que muita gente se identifica. Todo mundo tem seu inferno particular e Sylvia foi capaz de expor o dela.

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