Esse livro foi um grande sucesso que rendeu uma versão cinematográfica, que agora terá um remake com direito a Chloe Moretz no papel principal. Mas não é de cinema que vou falar, apesar de estar animada para assistir ao filme que estréia ano que vem.
Quando comecei a ler eu estava esperando algo aterrorizante, mas Carrie vai além disso. A nossa protagonista é uma adolescente excluída e que sofre bastante nesse ambiente que é tão hostil aos que se mostram diferentes, o high school, o que chega a ser um clichê das obras sobre adolescentes.
- Mas dificilmente alguém descobre que suas ações chegam realmente a ferir os outros! As pessoas não vão se tornando melhores, apenas mais espertas. E não e por ficarem mais espertas que param de arrancar as asas das moscas.O que fazem é apenas achar uma justificativa a melhor para fazê-lo. Uma porção de meninas diz que tem pena de Carrie White - quase sempre são meninas, o que é até engraçado, mas que nenhuma delas realmente tem idéia do que é ser Carrie White todos os segundos do dia. E no fundo elas estão pouco se importando.
Já começamos a leitura sabendo como a história termina, e frequentemente a história é interrompida por relatos de sobreviventes e estudos sobre telecinese e a história de Carrie, e algumas vezes esses trechos nos adiantam o que vai acontecer a seguir. Ao contrário do que eu poderia pensar essa previsibilidade não atrapalha. A todo momento eu ficava no suspense de quando e como vai acontecer.
Os abusos da mãe psicótica, fanática religiosa combinados com os maus tratos dos colegas desencadearam tudo. Ela não encontrava apoio em nada nem ninguém. É impossível, pra mim, enxergá-la como uma vilã. Toda essa discussão sobre bullying é bastante complexa por causa disso. Como condenar uma reação violenta, sendo ela vinda de uma pessoa que foi tão discriminada?
É toda essa análise somada à questão sobrenatural da telecinese que tornam esse livro tão fascinante.
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