sábado, 24 de novembro de 2012

Herdeiros de Atlântida


Cá estou eu mais uma vez lendo uma série de fantasia. Esse livro é do meu tio e já estava dando bobeira por aqui faz um tempinho, e como eu já tinha tentado ler A Batalha do Apocalipse, que é do mesmo autor mas não levei à diante, nunca tinha me interessado em ler antes. Então posso dizer que superou minhas expectativas, já que gostei bastante.
Com esse primeiro volume da série Filhos do Éden, Eduardo Spohr mistura componentes celestiais e mundanos dando aos personagens principais, que são anjos, sentimentos semelhantes aos dos seres humanos.
Gostei de ter uma líder feminina, do mix de elementos de várias culturas e da forma como ele passeia entre o passado e o presente, trazendo novas interpretações (fictícias) para fatos históricos reais. 
Cada personagem do núcleo heróico, digamos assim, possui uma personalidade bastante marcante e divergente, em parte por causa das castas celestiais, que molda o comportamento dos celestes.
As narrativas das batalhas são sanguinárias, e nossos heróis podem falhar, vejam só. E ainda há espaço para diálogos divertidos e reflexões filosóficas.

- Cada porta aberta leva a muitas outras, portanto, quanto mais aprendemos, mais afastados estamos da verdade. Por isso, minha filosofia é simples: dirija rápido, mantenha-se bêbado e nunca dispense uma boa briga.
Ela riu, diante do paradoxo que encerrava o anjo Denyel - era sábio para tantas coisas, e potencialmente fútil para outras.

Ainda existem várias lacunas a serem preenchidas, e o segundo livro,  Anjos da Morte foi lançado a pouco tempo. Já está na minha lista.
Ah, não posso deixar de mencionar uma canção que aparece toda hora durante a história e que despertou minha curiosidade Can't Take My Eyes Off You, do Frankie Valli. Tive que procurar pra ouvir, e po, eu conheço essa música, e você também, rs.


You're just too good to be true
can't take my eyes off of you
You'd be like heaven to touch
I wanna hold you so much
At long last love has arrived
and I thank God I'm alive
You're just too good to be true
can't take my eyes off you

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Carrie, a Estranha

Carrie foi o primeiro livro de Stephen King, e por pouco que essa publicação não sai. Segundo pesquisei pela internet afora, isatisfeito com a ideia da história da moça esquisita e telecinética, Stephen jogou fora os esboços da obra. Foi sua esposa que o resgatou da lixeira, leu, achou incrível e incentivou o marido a continuar escrevendo e publicar. E olha, obrigada por isso, Sra King.

Esse livro foi um grande sucesso que rendeu uma versão cinematográfica, que agora terá um remake com direito a Chloe Moretz no papel principal. Mas não é de cinema que vou falar, apesar de estar animada para assistir ao filme que estréia ano que vem.  

Quando comecei a ler eu estava esperando algo aterrorizante, mas Carrie vai além disso. A nossa protagonista é uma adolescente excluída e que sofre bastante nesse ambiente que é tão hostil aos que se mostram diferentes, o high school, o que chega a ser um clichê das obras sobre adolescentes.

- Mas dificilmente alguém descobre que suas ações chegam realmente a ferir os outros! As pessoas não vão se tornando melhores, apenas mais espertas. E não e por ficarem mais espertas que param de arrancar as asas das moscas.O que fazem é apenas achar uma justificativa a melhor para fazê-lo. Uma porção de meninas diz que tem pena de Carrie White - quase sempre são meninas, o que é até engraçado, mas que nenhuma delas realmente tem idéia do que é ser Carrie White todos os segundos do dia. E no fundo elas estão pouco se importando.

Já começamos a leitura sabendo como a história termina, e frequentemente a história é interrompida por relatos de sobreviventes e estudos sobre telecinese e a história de Carrie, e algumas vezes esses trechos nos adiantam o que vai acontecer a seguir. Ao contrário do que eu poderia pensar essa previsibilidade não atrapalha. A todo momento eu ficava no suspense de quando e como vai acontecer.

Os abusos da mãe psicótica, fanática religiosa combinados com os maus tratos dos colegas desencadearam tudo. Ela não encontrava apoio em nada nem ninguém. É impossível, pra mim, enxergá-la como uma vilã. Toda essa discussão sobre bullying é bastante complexa por causa disso. Como condenar uma reação violenta, sendo ela vinda de uma pessoa que foi tão discriminada?

É toda essa análise somada à questão sobrenatural da telecinese que tornam esse livro tão fascinante.