Não é tão engraçado como o primeiro, mas é gostoso de ler mesmo assim. A protagonista, Marina é a típica garota sonhadora que sai do interior em busca dos seus objetivos, linda, solteira e talentosa. Ela é romântica ao extremo, do tipo que quer "ser escolhida", em vez de tomar alguma iniciativa. Espera que as coisas aconteçam naturalmente. Isso me incomodava nela, todo esse romantismo meloso, mas depois acabei vendo que ela não é nenhuma bobinha, pelo contrário, tem plena consciência de suas qualidades.
Achei o primeiro capítulo dispensável, pois me entregou o desfecho de bandeja, e não gosto de prever o que vai acontecer. E a partir de então tudo me pareceu muito óbvio. Fora os diálogos banais, me pareceu profundo e no fim das contas eu gostei do livro. E algo que eu gosto no Maurício é que ele cria trilhas sonoras para os livros e isso nos traz para a atmosfera do momento.
"...Largo a espera e sigo ao sul. Fica forte, sê amada. Quero que saibas que ainda não te disse nada... Pede-me a paz, dou-te o mundo..."
(Trecho da música Se eu fosse um dia o teu olhar de Pedro Abrunhosa, e que é citada pelo Maurício.)
Releu e desanimou. Uma bola de papel no chão. Não tinha alma, não tinha paixão. (...) Lembrou-se da frieza de muitas pessoas ao responderem "eu também" a uma declaração apaixonada. (pág. 80)
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