Viver é mais importante do que entender
Gostei de Brida. Encarei a leitura como ficção. Apesar do Paulo insistir ser tudo verídico, não acredito em toda essa "magia".
Não me identifico como fã de auto-ajuda, mas esse livro me trouxe para várias reflexões. Na realidade, era uma lição à cada virar de página. O próprio livro - que aliás, me foi muito bem recomendado, daí toda a minha vontade de lê-lo - estava cheio de sublinhados e frases escritas à lápis. E o engraçado é que as reflexões da antiga dona contrastavam com as minhas.
Brida nos leva para o aprendizado das Tradições da Lua e do Sol, nas quais ela se descobre e adentra no mundo da magia, como a bruxa que é. Apesar de não levar a história à sério, achei interessante a visão que ele trás da cultura dessas mulheres (há homens na tradição também, mas nessa história elas dominam) que já sofreram tanto no passado com a Inquisição, e que mantém sua cultura até hoje, pelo que nos é narrado.
Não vou mentir, fiquei pensando na minha Outra Parte e tentando ouvir o "som do mundo", mas o lóbulo da minha orelha não é preso, então não devo ser bruxa.
"-Todos nós estamos no mundo para correr os riscos da Noite Escura, Senhor. Tenho medo da morte, mas não quero perder a vida. Tenho medo do amor, porque ele envolve coisas que estão além de nossa compreensão; sua luz é imensa, mas sua sombra me assusta." (pag. 230)