quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A Tormenta de Espadas

Quando vi esse livro pela primeira vez me assustei com suas 884 páginas. Em mãos erradas ele pode ser uma arma mortal, de tão pesado. Acho que iria levar o ano inteiro para lê-lo, mas me enganei novamente. Esse livro é viciante! Quando eu começava a ler só parava quando já estava cansada e não aguentava mais.

A Tormenta de Espadas é o terceiro volume da série As Crônicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin. Se eu estava com o pé atrás antes de ler o primeiro livro me maravilhei com o segundo, não sei nem o que dizer desse terceiro. Surpreendente.
Quando escrevi sobre A Fúria dos Reis coloquei a obra lá em cima, mas o terceiro, - gente, como isso é possível?! - é muito melhor.
Uma coisa sobre a qual eu e Victor, meu tio estávamos conversando é que quando você acha que uma titiquinha de coisa boa vai acontecer, G.R.R.Martin vem e acaba com tudo. É uma desgraça atrás da outra (misericórdia!), e quando você pensa: não, esse livro só tem miséria, isso também não vai acabar bem... Ele te surpreende de novo e nos brinda com um desfecho que não é a myzéra que esperávamos, mas também não é plano perfeito que o personagem bolou.
Ainda frustrada por não ter percebido certos eventos dos livros anteriores, que eu só vim descobrir por causa do blockbuster da HBO, li ainda mais atentamente e fiquei de boca aberta com certas intrigas que aparecem sutilmente, e também pela forma como alguns mistérios deixados em aberto são solucionados.. nossa.
É difícil dizer o que mais me agrada no estilo de Martin. Acho intrigante como não consigo distinguir os mocinhos dos vilões e como não faço ideia de quem irá vencer essa guerra. Não há um tiquinho da história que seja previsível, e, gente, preciso urgentemente começar a ler O Festim dos Corvos.

"-Mantenha sempre seus inimigos confusos. Se nunca estiverem seguros de quem é ou do que quer, não podem saber o que é provável que faça em seguida. Às vezes, a melhor maneira de confundi-los é fazer coisas que não têm nenhum propósito, ou até que parecem prejudicar você. (...)." (fala do personagem Petyr Baelish)

Fim do Jogo

Eu não tinha lá grandes expectativas a respeito dessa obra, mas me surpreendi. E me decepcionei também.

Frank Peretti e Ted Dekker se uniram para escrever esse thriller cheio de suspense. Li bem rapidinho, em dois dias, na verdade, por que eu não conseguia me desligar do livro. Esses dois realmente sabem como manter a atenção do leitor, e olhe que eu não tava levando muita fé, principalmente no início, com o clássico "casal perdido numa estrada estranha tendo que se abrigar numa pousada esquisita", mas depois essa impressão foi desfeita e me deparei com uma obra insana, que ficava meio confusa as vezes, mas que me fez ficar vidrada.
Se fosse para avaliar o suspense eu daria cinco estrelinhas para ele, por que o ritmo da narrativa me deixava eletrizada, maaaas (tinha que ter um "mas") a história é pobre. É surreal demais, muito louca! E o final, então?
Tanto me decepcionei que quando terminei a impressão que tive foi muito ruim, mas não vamos descartar o livro todo por causa disso, né? Não é uma grande obra, mas valeu à pena ter lido (principalmente pra mim que nunca li muito do gênero). Pensei até em procurar mais livros desses dois autores.