A Tormenta de Espadas é o terceiro volume da série As Crônicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin. Se eu estava com o pé atrás antes de ler o primeiro livro me maravilhei com o segundo, não sei nem o que dizer desse terceiro. Surpreendente.
Quando escrevi sobre A Fúria dos Reis coloquei a obra lá em cima, mas o terceiro, - gente, como isso é possível?! - é muito melhor.
Uma coisa sobre a qual eu e Victor, meu tio estávamos conversando é que quando você acha que uma titiquinha de coisa boa vai acontecer, G.R.R.Martin vem e acaba com tudo. É uma desgraça atrás da outra (misericórdia!), e quando você pensa: não, esse livro só tem miséria, isso também não vai acabar bem... Ele te surpreende de novo e nos brinda com um desfecho que não é a myzéra que esperávamos, mas também não é plano perfeito que o personagem bolou.
Ainda frustrada por não ter percebido certos eventos dos livros anteriores, que eu só vim descobrir por causa do blockbuster da HBO, li ainda mais atentamente e fiquei de boca aberta com certas intrigas que aparecem sutilmente, e também pela forma como alguns mistérios deixados em aberto são solucionados.. nossa.
É difícil dizer o que mais me agrada no estilo de Martin. Acho intrigante como não consigo distinguir os mocinhos dos vilões e como não faço ideia de quem irá vencer essa guerra. Não há um tiquinho da história que seja previsível, e, gente, preciso urgentemente começar a ler O Festim dos Corvos.
"-Mantenha sempre seus inimigos confusos. Se nunca estiverem seguros de quem é ou do que quer, não podem saber o que é provável que faça em seguida. Às vezes, a melhor maneira de confundi-los é fazer coisas que não têm nenhum propósito, ou até que parecem prejudicar você. (...)." (fala do personagem Petyr Baelish)