terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Cilada

Quando vi sobre esse livro na internet me encantei pela arte delicada da capa em contrapartida com o título Cilada. O que me veio à mente foi alguma história sobre uma pessoa que caiu numa armação por ser ingênua. Quando li a sinopse, pensei que tinha que lê-lo. Me encantei até pelo mais bossal dos personagens e não conseguia acreditar que Dan era um criminoso. A todo o momento Harlan Coben nos dava elementos para que pudéssemos ligar os pontos e chegar às nossas conclusões, porém ao passar para o próximo capítulo toda a nossa teoria é destruída. Num jogo de mentiras - Ninguém Consegue Escapar Das Próprias Mentiras, lembra? - a jornalista Wendy Tynes, busca a verdade, pois não consegue aniquilar a culpa por poder ter causado a morte de um inocente.

Além das mortes misteriosas e personagens que parecem ter muito a esconder, há espaço para que percebamos uma sociedade repleta de machismo e uma justiça que não é cega. Nesse livro uma pessoa é "culpada até que se prove o contrário", mas também há muito sobre perdão e redenção.
A gente vem ao mundo e sai por aí, colidindo com os outros. E, nessas colisões, às vezes alguém se machuca, é assim que as coisas funcionam. (...) Ficar alimentando o ódio tem seu preço, sabe? A gente perde a noção do que realmente importa. (p. 228)
É cativante e eletrizante, quando comecei a ler grudei nele até o final. Fui enganada várias vezes e eu gosto disso. Já estou querendo ler os outros livros do Harlan Coben. Muito bom.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Violetas na Janela

O primeiro livro espírita que li. Em Violetas na Janela, psicografado por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, Patrícia, a autora espiritual, narra de forma singela e cativante como foi o seu desencarne e de que forma ocorreu a adaptação a essa nova fase. No decorrer da leitura nos encantamos por Patrícia, seus amigos do plano espiritual e sua família. Em dado momento tudo o que era descrito me pareceu surreal demais, fantasioso, mas a própria autora trata desse sentimento em alguns momentos do livro.
Tudo o que narro poderá parecer a muitos ficção. Mas o que é a morte senão uma nova etapa da vida? (p.73)
Em muitos momentos me identifiquei com Patrícia e refleti bastante sobre os muitos assuntos que são discutidos no romance. Confesso que fiquei interessada em ler os outros livros dela, são quatro ao todo, e todos psicografados pela tia Vera.
Compreender sem ilusão o que realmente somos, e não o que pensamos ser, e, com coragem, realizar nossa transformação. Ser agora, no presente. O futuro é uma consequência vivida no presente e não um fruto de aspirações de uma mente ociosa, que deixa sempre essa transformação para depois. É nossa obrigação passar de necessitado a útil. (p.97)
Foram muitas as passagens que me comoveram de alguma forma e semearam em mim um desejo de transformação. A linguagem simples e cortês, toda a bondade, cordialidade, o desejo de ser útil, renunciar aos prazeres mundanos, a busca pelo conhecimento... tudo isso me encantou de uma forma que não sei descrever bem, me pareceu um tanto "bonito demais", mas quem sou pra achar alguma coisa? Sou simplesmente uma leiga que acaba de adentrar nesse universo espírita.

Posso descrever Violetas na Janela como uma leitura inspiradora, uma lição de amor em todos os sentidos.