sábado, 15 de outubro de 2011

Guerra dos Tronos

Nesse livro, o primeiro da série As Crônicas de Gelo e Fogo, situado no período medieval narra a estória de um reino que passa por momentos de tensão referentes à posse do trono. O enredo muda de foco várias vezes quando o narrador observador passa a focalizar a narrativa alternando os personagens principais de cada capítulo, o que não é ruim, na verdade faz com que um suspense paire no ar, fazendo com que o leitor fique ansioso por saber o que vai acontecer a seguir, já que cada capítulo suscita uma questão de um ponto de vista diferente, por se tratarem de personagens diferentes, deixando uma sensação que instiga o leitor a prosseguir.

Os Setes Reinos, onde se passa a trama, é bastante vasto, e o autor faz com que passemos por praticamente toda a sua extensão. Numa riqueza incrível de detalhes, George R. R Martin faz com que você se sinta parte da história e consiga até sentir parte daquela atmosfera fantástica de reis, cavaleiros, bárbaros, batalhas, seres fantásticos - e até aterrorizantes -, banquetes e luxo.

Por vezes não nos surpreendemos com o desfecho dos acontecimentos, mas a forma como somos conduzidos é extraordinária. Realmente trata-se de uma obra excelente e que vale a pena ser lida.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A Morte e a Morte de Quincas Berro Dágua

...um recordista da morte, um campeão do falecimento.

Nessa novela, breve e de narrativa simples, Jorge Amado faz uma crítica à sociedade burguesas por meio da forma como a família do morto se preocupa mais com a visão que a sociedade teria de Quincas, do que a vontade do morto sobre como ele desejava que fosse seu eterno descanso.
É o tipo de narrativa que sabemos o que é, porém não sabemos externar o que compreendemos. Encontri um trecho de uma resenha que aponta exatamente o que pensei e não soube expressar:
Nitidamente imbricada no Realismo Mágico, mistura sonho e realidade; loucura e racionalidade; amor e desamor; ternura e rancor, de forma envolvente e instigante. (Fonte)
Quincas Berro Dágua, que um dia já foi Joaquim Soares da Cunha, abandonou a antiga vida pacata e sem graça para viver em farras, meio a meretrizes, vagabundos e outros "tipos" considerados inadequados por sua família. Isso representa o anseio por liberdade daquele homem que era dominado, apagado da vida familiar. Ao mudar de vida e cair na malandragem foi esquecido pela família, como se tivesse morrido. Sua real morte, porém foi no cubículo imundo que tinha por casa, com um sorriso malandro no rosto e sem testemunhas. Os amigos inconformados com a morte daquele que era seu pai, irmão mais velho, conselheiro e companheiro o levaram para uma última noite de farra que culminou em um saveiro, quando o corpo de Quincas caiu ao mar, como ele queria. Morreu novamente, como o marinheiro que sempre quis ser e nunca foi.